
Ronaldo "Tenho que treinar mais".
Cara de assustado, semblante fechado e amparado por cinco seguranças contratados por ele e pelo lateral-esquerdo Roberto Carlos. Foi assim que Ronaldo desembarcou nesta quinta-feira em São Paulo, prevenido contra possível represália dos corintianos (que não houve) e ciente de que deve futebol na atual temporada. Após fraca apresentação na derrota por 1 a 0 para o Flamengo, na noite de quarta, no Maracanã, pelas oitavas de final da Libertadores, o atacante admitiu o que todos estão vendo: não está conseguindo encontrar a boa forma física.
"Não tem mistério, preciso seguir trabalhando, treinando forte. Porém, não há poção mágica", afirmou Ronaldo, ciente de que precisa de muito mais que uma semana de trabalhos para voltar a ser decisivo como ano passado.
"No Rio jogamos em condições complicadas. Temos esperança de virar esse placar no Pacaembu", avisou o atacante.
Ronaldo também faz questão de pedir apoio. "A torcida sempre nos apoiou. Agora, precisamos muito deles", afirmou.
No desembarque da delegação corintiana, nesta quinta-feira, Ronaldo estava apressado. Falou rapidamente com a imprensa, em tom baixo e sempre olhava para os lados. No caminho entre o saguão do aeroporto e seu carro, foi provocado por alguns curiosos que presenciavam a chegada corintiana. Ouviu que "está muito gordo", que "não consegue mais andar e nem dominar uma bola" e que "merece ir para a reserva". Ignorou as provocações e negou-se a dar um autógrafo. Na próxima quarta-feira, no jogo decisivo contra o Flamengo, no Pacaembu, Ronaldo já está escalado por Mano Menezes.
Fonte: Diário do Nordeste






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