Clube ainda não sabe valor total da obra, só a intermediação do empréstimo do BNDES pode custar R$ 15 milhões a mais
Apesar de já ter o projeto do Morumbi para a Copa de 2014 aprovado, São Paulo não sabe quanto custará a obra (Crédito: Divulgação)
O São Paulo precisa entregar até o dia 14 as garantias financeiras para a reforma do Morumbi para a Copa-2014, mas ainda não sabe quanto ela vai custar. Após o clube ter incluído a união dos andares intermediário e inferior na reforma, o preço subiu muito dos R$ 230 milhões orçados inicialmente.
O recálculo do custo da obra está sendo feito pela construtora Camargo Correa, que executará a obra. O cálculo é complexo porque o BNDES só vai liberar o empréstimo se receber um valor preciso – atualmente há apenas uma estimativa, em torno de R$ 400 milhões. O cálculo só será entregue ao comitê paulista na semana que vem. E somente aí o São Paulo poderá correr atrás das garantias e com isso conseguir a aprovação final da Fifa para estar na Copa.
Um integrante do comitê paulista da Copa definiu a situação do São Paulo como uma “corrida contra o tempo”. Alguns parâmetros do financiamento já estão definidos – e para pior. O São Paulo não conseguiu convencer o BNDES a lhe emprestar o dinheiro diretamente – não foi capaz de dar uma garantia de receita. Terá de usar um banco intermediário, o que custará cerca de R$ 15 milhões, ou usará a própria construtora para consegui-lo.
Mas até para essas operações existem entraves. As sucessivas notícias de que o Morumbi ficará fora da abertura da Copa deixam os investidores intranqüilos. Mas o principal ponto é que, dando todas as garantias, o São Paulo pode ficar sem a abertura e só saberá disso em 2011. E os parceiros já viram o problema.
Por isso, a parte da obra necessária apenas para a abertura será deixada para o fim, depois da definição da Fifa. Mas essa precisa aceitar.
Soberania é o X da questão
O principal entrave à reforma do Morumbi é a política que o São Paulo definiu para o estádio.
Ao contrário do Palmeiras, que, em troca de um estádio quase novo, vai ceder a gestão da nova arena à WTorre por 30 anos, o São Paulo não abre mão de continuar a administrar o Morumbi – seguindo sua linha política tradicional de não fazer parcerias que impliquem perda de poder sobre o clube.
A contrapartida dessa filosofia é uma limitação na obtenção de recursos. Como será o São Paulo que irá executar a obra, é o próprio clube que precisa arrumar o dinheiro. Apesar disso, o clube mostra confiança. O vice de marketing Adalberto Baptista disse estar acostumado com os rumores de que o Morumbi ficará fora da Copa.







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