Presidente da CBF não aprovou questionamentos de deputado sobre a Copa de 2014
Ricardo Teixeira deu apenas respostas genéricas ao deputado (Crédito: EFE)
Após quase dez anos sem dar o ar da graça em audiências da Câmara dos Deputados, em Brasília - a última vez foi na CPI da CBF/Nike, em 2001 -, o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, foi protagonista de sessão da Comissão de Turismo e Desporto, nesta quarta-feira.
Ele chegou a anunciar o encerramento sem dar o direito de o deputado Silvio Torres (PSDB-SP), presidente da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara (CFFC), responder às acusações feitas pelo dirigente em seu discurso.
Sem citar nomes, Teixeira criticou o requerimento enviado à Fifa por Silvio Torres. O documento pedia esclarecimentos sobre a Copa do Mundo que, segundo o deputado, foram negadas pela entidade desde a ocasião da escolha do Brasil como sede do Mundial de 2014, em outubro de 2007.
Durante a sessão, o dirigente respondeu laconicamente a todas as perguntas do questionário e acusou Silvio Torres de internacionalizar problemas internos do país com a cobrança de explicações.
- É um desserviço levar diariamente para o exterior declarações dizendo que o país não tem condições de sediar a Copa. Esse questionamento foi motivo de chacota no Comitê Executivo da Fifa. Se você procurar os membros da entidade, todos vão dizer que é um absurdo pensar na possibilidade de o Brasil perder a sede da Copa - reclamou.
Para Silvio Torres, que foi relator na ocasião da CPI da CBF/Nike, a atitude do presidente da CBF de tentar encerrar a sessão foi desrespeitosa com os membros da comissão. Além disso, considera que Teixeira desperdiçou um tempo importante na audiência por não responder diretamente às questões:
- Ele poderia ter usado esse tempo para responder perguntas que a sociedade quer saber. Comanda o Comitê da Copa, então deveria despreocupar a população. Todos querem saber sobre aeroportos, estádios. Mas se esquivou. Ele criticou o fato de eu ter enviado o requerimento, mas provavelmente só veio por isso. A estimativa de dinheiro público para a Copa é de R$ 100 bilhões, e ele acha que a CBF é uma entidade privada e não tem nada a ver com isso. Como se o Mundial se viabilizasse só pela vontade dele.
Fifa fica isenta de impostos
O projeto de lei que prevê a isenção de impostos à Fifa e aos seus parceiros para as operações da Copa de 2014 foi nesta quarta-feira ao Congresso.
A votação será urgente, já que a entidade chegará de vez ao Brasil em setembro. Orlando Silva, ministro do Esporte, disse que o valor deve chegar a R$ 900 milhões até 2014, enquanto a arrecadação estimada em tributos é de R$ 10 bilhões.






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