
Com chances 'dobradas', judô brasileiro espera Mundial mais duro.
Como em todas as mudanças, há os prós e os contras. A comemorar, será a primeira vez que dois judocas brasileiros de uma mesma faixa de peso poderão disputar o Mundial. O problema é que isso também acontece no lado de todas as outras seleções, o que promete fazer da competição no Japão, entre os dias 9 e 13 de setembro, a mais difícil dos últimos anos.
Após um Mundial sem medalhas na Holanda, no ano passado, o fato é que o Brasil embarca para o país asiático com o dobro de chances de conquistas em três categorias, todas masculinas: -81kg (Leandro Guilheiro e Flávio Canto), -90kg (Tiago Camilo e Hugo Pessanha) e +100kg (Walter Santos e Rafael Silva). Na noite desta quarta-feira, a seleção brasileira fez seu último treino completa antes do embarque para o Mundial, no dia 28 de agosto – as exceções foram Bruno Mendonça e Walter, que estão a serviço das Forças Armadas.
O coordenador da Confederação Brasileira de Judô, Ney Wilson, explica que só foram chamadas “duplas” quando realmente dois judocas estavam bem colocados no ranking, o que não acontece entre as mulheres. Para Flávio Canto, a dificuldade vai ser ainda maior:
- No Mundial, não vão ter apenas dois brasileiros. Vão ter dois russos, dois franceses... Provavelmente, vai ser o Mundial mais cheio e o mais difícil.
Tiago Camilo, ouro na edição de 2007, no Rio de Janeiro, acredita que a mudança nas regras da Federação Internacional de Judô (IFJ) facilita a chegada de um judoca brasileiro em boas condições aos Jogos de Londres. Um ouro no Mundial dá a maior pontuação possível no ranking olímpico.
- Acho que isso é muito bom. Se eu ficar pelo caminho até as Olimpíadas, algum outro judoca do Brasil pode dar continuidade. O Brasil sempre teve grandes judocas. E isso possibilita que a gente chegue bem nos Jogos.
Fonte: Globo Esporte







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