
- Em 2000, Claudinei Quirino entrava para a história do atletismo brasileiro ao conquistar a prata olímpica no revezamento 4x100m em Sydney. Enquanto isso, em Belo Horizonte, Rubens Quirino brincava de pique-pega com a irmã mais nova e apenas assistia ao ídolo na televisão. Mas a coincidência de dividir o sobrenome com o atleta o incentivou a levar a brincadeira a sério. Hoje, dez anos após o feito na Austrália, um novo Quirino surge entre os primeiros do ranking nacional sub-23 no revezamento 4x100m (terceiro colocado) e nos 200m (quarto colocado), mesmas provas disputadas por seu “heroi das pistas”. E ele pretende levar as similaridades além, com uma medalha nos Jogos do Rio de Janeiro-2016.
- Quero fazer a dinastia dos Quirinos. Na década de 1990, Claudinei dominou. Agora, é a minha vez. Quero pegar o bastão e tentar ser tão fenomenal como ele foi. Gostaria muito de conhece-lo. Ver como corre ali de perto. Até seu andar eu queria copiar (risos). Tenho muito a aprender com a sua história – disse Rubens, bronze nos 200m e revezamento 4x100m nos Jogos Sul-Americanos de Medellín, em março.
Com sotaque mineiro e jeito de menino, o atleta de 21 anos gostaria de ser mais parecido com Claudinei. Mas é apenas quando entra na pista e seu nome aparece como o vencedor da prova que as pessoas perguntam sobre algum parentesco.
- Não é todo mundo que percebe. Mas ouvi algumas vezes lá no Sul-Americano que eu tinha futuro que vinha do berço. Ia ser legal chamar ele de primo (risos). Mas não dá. Não temos nenhum laço de parentesco, pelo menos que eu saiba. Para mim, é um orgulho ter o mesmo sobrenome e disputar as mesmas provas que ele. Mas também é uma responsabilidade muito grande.
Fonte: Globo Esporte






0 comentários:
Postar um comentário